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Núcleo Bahia articula visita da Defensoria Pública da União à Gamboa de Baixo após ação violenta de demolição

No dia 29 de abril de 2025, a comunidade da Gamboa de Baixo, em Salvador, recebeu a visita do defensor regional de Direitos Humanos da Defensoria Pública da União (DPU), Dr. Diego Guimarães Camargo. A atividade foi articulada pelo grupo de pesquisa pesquisa Territorialidade, Direito e Insurgência da UEFS e pelo Grupo Direito das Favelas, em resposta aos episódios de violência registrados no território no último dia 17 de abril, quando a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SEDUR), com apoio da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar da Bahia, realizou a demolição da casa de um pescador da comunidade.
Segundo relatos de moradores e organizações que acompanham o território, a operação foi marcada por arbitrariedades e pelo uso desproporcional da força, incluindo bloqueio de acessos à comunidade, utilização de gás de pimenta e disparos de balas de borracha, atingindo moradores, inclusive idosos, mulheres e crianças. A comunidade denuncia que a ação integra um histórico processo de pressão urbanística e especulação imobiliária sobre a Gamboa de Baixo, território tradicional negro e pesqueiro, reconhecido como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS V) pelo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador.
A visita contou com a presença da Associação Amigos de Gegê dos Moradores da Gamboa de Baixo, do Grupo de Mulheres da Gamboa, do Centro de Estudos e Ação Social (CEAS) e da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ao longo da visita, moradores, pescadores e lideranças comunitárias relataram violações de direitos e reafirmaram a defesa do território e dos modos de vida tradicionais.
Durante o encontro, o defensor Diego Camargo demonstrou abertura ao diálogo e disposição para acompanhar as demandas apresentadas. Segundo informado pelos presentes, já foram encaminhados ofícios aos órgãos envolvidos na operação do dia 17 de abril. A atividade reforça o papel da pesquisa comprometida com os territórios populares na articulação entre produção de conhecimento, assessoria jurídica popular e incidência institucional em defesa do direito à moradia, à cidade e à permanência das comunidades tradicionais na orla de Salvador.

Núcleo Bahia articula visita da Defensoria Pública da União à Gamboa de Baixo após ação violenta de demolição
No dia 29 de abril de 2025, a comunidade da Gamboa de Baixo, em Salvador, recebeu a visita do defensor regional de Direitos Humanos da Defensoria Pública da União (DPU), Dr. Diego Guimarães Camargo. A atividade foi articulada pelo grupo de pesquisa pesquisa Territorialidade, Direito e Insurgência da UEFS e pelo Grupo Direito das Favelas, em resposta aos episódios de violência registrados no território no último dia 17 de abril, quando a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SEDUR), com apoio da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar da Bahia, realizou a demolição da casa de um pescador da comunidade.
Segundo relatos de moradores e organizações que acompanham o território, a operação foi marcada por arbitrariedades e pelo uso desproporcional da força, incluindo bloqueio de acessos à comunidade, utilização de gás de pimenta e disparos de balas de borracha, atingindo moradores, inclusive idosos, mulheres e crianças. A comunidade denuncia que a ação integra um histórico processo de pressão urbanística e especulação imobiliária sobre a Gamboa de Baixo, território tradicional negro e pesqueiro, reconhecido como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS V) pelo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador.
A visita contou com a presença da Associação Amigos de Gegê dos Moradores da Gamboa de Baixo, do Grupo de Mulheres da Gamboa, do Centro de Estudos e Ação Social (CEAS) e da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ao longo da visita, moradores, pescadores e lideranças comunitárias relataram violações de direitos e reafirmaram a defesa do território e dos modos de vida tradicionais.
Durante o encontro, o defensor Diego Camargo demonstrou abertura ao diálogo e disposição para acompanhar as demandas apresentadas. Segundo informado pelos presentes, já foram encaminhados ofícios aos órgãos envolvidos na operação do dia 17 de abril. A atividade reforça o papel da pesquisa comprometida com os territórios populares na articulação entre produção de conhecimento, assessoria jurídica popular e incidência institucional em defesa do direito à moradia, à cidade e à permanência das comunidades tradicionais na orla de Salvador.
















